quarta-feira, 9 de março de 2016

Harvau: experimentando

Em 2012 nascia a banda Harvau, power trio que mudou a cena rock São Chicana. Mergulhados nos clássicos do rock mundial, Rodrigo Passos (guitar/vocal), Téo Lobo (baixo/vocal) e Djavan Agostinho (bateria) não esperaram e sem pedir licença foram logo dominando a cena e de quebra lançaram um álbum com 10 músicas. Não bastasse lideraram a cena numa retomada que gerou alguns dos principais festivais de rock da cidade dos últimos anos. Uma das bandas que eu mais aguardo o próximo disco e já tive a grande honra de dividir o palco. Uma verdadeira vau para o rock'n'roll e pilar da cena São Chicana! Por Paulo Reis.

[Grito Coletivo] Qual estilo de som a banda vem fazendo?
[Harvau] (Téo) Falar sobre o som que fazemos hoje é traçar uma linha de mudanças. Inicialmente a Harvau seguia a linha do Rock and Roll, bastante influenciada pelos anos 60 e 70. Passamos por muitas coisas desde o início, experimentamos diversas situações e, principalmente, buscamos ao longo dos anos sermos honestos com a nossa música e com a nossa satisfação pessoal. Para os que conheceram e frequentaram a “Casa Maluca”, atualmente tentamos resgatar as experimentações e improvisos daquele tempo. Hoje vejo a Harvau sendo levada pela corrente do som progressivo com um tom psicodélico.

[Grito Coletivo] Quais as principais influências para o som de vocês?
[Harvau] (Téo) Nosso som é uma mistura de estilos e influências. O Rodrigo trouxe bastante coisa de Mutantes, Pink Floyd, passando por The Doors, Janis e Jethro Tull. Eu fui bastante influenciado pelo som do Jimi Hendrix, The Beatles e King Crimsom. Já o Djavan sempre levou consigo o balanço da sua raiz no samba misturado às batidas fortes do Rock.

[Grito Coletivo] Vocês lançaram o primeiro álbum em 2013, o que mudou de lá pra cá?
[Harvau] (Téo) Bastante coisa mudou. Ainda tocamos músicas do primeiro álbum, mas não vejo a mesma banda no palco. Tocamos há anos juntos. Começamos em trio e pelo caminho tivemos o prazer de termos conosco no palco com a Harvau músicos como o compositor e guitarrista Tiago Constante; o compositor e multi-instrumentista Paulo Reis; o músico, produtor, proprietário do 2K Estúdio, Kelwin Grochowicz, que por um tempo assumiu as baquetas e sempre esteve presente na nossa produção; o músico Davi Winter que, inclusive, participou de uma música do álbum; e tantos outros que passaram e deram sua contribuição. Tudo isso faz parte da evolução e acabamos mudando. Nos ensaios e apresentações gostamos de improvisar e criar, ter confiança e vontade pra isso é resultado de anos tocando juntos. Hoje voltamos à formação original e estamos reformulando algumas coisas, mas a amizade e entrosamento só aumentam.

[Grito Coletivo] O álbum Vau do Rock and Roll ficou bem conhecido pela acidez e críticas sociais presentes na maioria das letras, isso ainda é o foco no som da banda?
[Harvau] (Téo) Sempre foi e continuará sendo. A música é uma mensagem, uma forma de pensar, de agir e de ser.
Grande parte dos artistas ignoram a responsabilidade que têm como formadores de opinião e “influenciadores” de atitudes. Músicas com letras sexistas, discriminatórias e sem nenhum conteúdo, por exemplo, pulverizam seus ouvintes, que são receptores dessas mensagens, e é preocupante a forma como o público em geral recebe esse conteúdo e demandam isso. Torna-se um ciclo, a oferta e a demanda, isso empobrece a música, a cultura e o pensamento crítico. Nós estamos cientes da nossa responsabilidade como parte de uma ferramenta de mudança.

[Grito Coletivo] O processo criativo de vocês continua o mesmo?
[Harvau] (Téo) Nosso processo criativo continua e acredito que continuará o mesmo. Somos grandes amigos, nos reunimos para nos divertir e foi assim desde o início. Não somos metódicos. Muitas vezes alguém cria algo sozinho e traz para banda. Outras vezes improvisamos para ver o resultado disso. Gravamos esses improvisos para trabalharmos posteriormente. Já perdemos muito conteúdo pelo caminho por não gravarmos, mas dessa forma conseguimos extrair o que realmente somos.

[Grito Coletivo] O Festival NVTC (Não vai ter coca) já é considerado por muitos como um dos maiores e melhores festivais da região. Na cidade, com certeza, é o maior e melhor. Vocês tocaram na primeira edição, estão confirmados na segunda que acontece em maio?
[Harvau] (Téo) Oficialmente ainda não fomos confirmados, mas já está praticamente certo e estamos preparando algumas coisas novas.

[Grito Coletivo] Como veem a cena autoral hoje, analisando todo este tempo atuando na cena local?
[Harvau] (Téo) Vivemos um momento interessante, de contraste e ruptura. A indústria musical vive da demanda, cria as necessidades e o público de massa surfa nessas ondas. Vemos safras de músicas com cada vez menos conteúdo sendo lançada nos grandes meios, tanto nas letras quanto na sua composição, e é perceptível o quanto a música já não é o mais importante para esse público. Paralelamente corre um cenário oposto, vejo uma solidificação do autoral como uma engrenagem cada vez mais forte. Um sistema sem dependências que cresce tanto em público quanto em produção musical. Eventos cada vez mais fortes e a fome de um público que aumenta a cada dia em um cenário tecnológico e profissional nos deixa com o sentimento de que, se não estamos no ponto ideal, estamos caminhando forte no caminho certo.

[Grito Coletivo] Na opinião de vocês qual a maior deficiência e a maior eficiência da cena São Chicana?
[Harvau] (Téo) Tanto a deficiência quanto a eficiência são um conjunto de fatores determinantes. Os principais complicadores: a inexistência de apoio público e o pensamento coletivo de uma parte dos músicos e do próprio público. Não é novidade que os artistas francisquenses são ignorados, definitivamente não existe apoio, vontade e interesse. A Festilha é um de vários exemplos. A Festa das Tradições da Ilha minimiza artista francisquense, que fica a mercê de uma hierarquia de sanguessugas e parasitas. É impressionante a quantidade e a qualidade dos artistas da nossa terra que não são devidamente reconhecidos. Não existe valorização do artista, é comum o artista ficar perdido por não saber qual a data e horário será a sua apresentação e ser avisado no dia e um cachê simbólico. Não temos espaço no material de divulgação do evento, somos rotulados somente como “Artistas Locais” na programação! É apenas um de vários exemplos, infelizmente não há o compromisso do poder público para fomentar a cena. Quem sabe se fossemos uma empresa que apoia e financia campanhas políticas, não é mesmo? Naturalmente pela falta de apoio acabam surgindo correntes independentes que movimentam a cena. Participamos diretamente na produção, juntamente com outros músicos, de eventos como o Grito Rock, Festival da Música Independente e diversos eventos no antigo Rock Island Bar. E aqui chegamos a mais um complicador: o pensamento coletivo de uma parte dos músicos. Muitos entendem a importância da união, por esse motivo foi possível a realização de diversos eventos, mas a falta de sinergia de uma parte acaba minando esses movimentos. E por fim, o pensamento do público. Uma parte do público valoriza, de fato, as bandas da cidade que são tão fodas quanto ou até melhores que bandas de fora da cidade e até mesmo bandas consagradas. Porém, parte do público ainda entende que os músicos daqui devem tocar de graça ou não querem pagar entrada, que muitas vezes é simbólica, para assistir três, quatro ou até 5 bandas. Quando prestigiam, parecem que sentem sede de clássicos do Rock! Muitos aproveitam os momentos em que a banda toca músicas autorais para ir ao banheiro ou fumar um cigarro! O próprio Gillan (Deep Purple) disse uma vez que o Rock Clássico está matando o Rock, citando exemplos do próprio Deep Purple que não vê no público o interesse em ouvir canções novas em shows por estarem sedentos pelos clássicos do passado, como Smoke On The Watter. Se isso afeta bandas como Deep Purple, em quê magnitude isso atinge as bandas novas e/ou de menor expressão? O pensamento é o problema nesse caso, mas é nítido como isso vem mudando. Por outro lado, coisas boas vêm acontecendo. Novos artistas e bandas de muita qualidade surgindo. De um tempo pra cá temos um grande facilitador e via de acesso que é o 2K Estúdio. Artistas compondo e gravando suas composições de forma profissional. Álbuns e clipes sendo lançados a cada ano, coisas acontecendo, diversidade de estilos e o que é mais interessante, feito com a cara e a coragem. Outro ponto importante foi o surgimento do Dunas Arte Bar por meio do esforço da Daniela Nunes, Edson Bernstorf e Djavan Agostinho, dando muito espaço para os músicos e bandas da cidade. Vejo que maior eficiência está nesse conjunto de fatores e no processo de mudança do pensamento. Ainda há muito a melhorar, mas sem dúvidas ver que apesar de todas as dificuldades a cena vem se fortalecendo é muito gratificante e empolgante.

[Grito Coletivo] A Harvau sempre esteve envolvida com os principais movimentos musicais da cidade, ainda acham importante este engajamento?
[Harvau] (Téo) Importantíssimo. O que manterá os movimentos musicais acontecendo na cidade certamente é o comprometimento e engajamento dos músicos.

[Grito Coletivo] Ouvi falar de uma das últimas apresentações de vocês, no Dunas Arte Bar, que a formação original voltou e que já estão tocando repertório novo, é isso mesmo?
[Harvau] (Téo) Tivemos o prazer de tocar algumas vezes no Dunas Arte Bar. Na última apresentação tocamos algumas coisas novas, quem comparecer no Festival Não Vai Ter Coca poderá conferir.

[Grito Coletivo] Quais os principais objetivos para 2016?
[Harvau] (Téo) Continuar criando coisas novas e, quem sabe, dar início a um novo processo de gravações. 




Contato
Téo Lobo
47 8852-5333
teo.polizeli@hotmail.com
Rodrigo Passos
47 9723-0465




segunda-feira, 7 de março de 2016

Kid Natasha e o punk rock.

Uma banda que eu admiro muito desde que os conheci. Personalidade, estilo e firmeza não faltam no som que fazem. Kid Natasha é um dos pilares da música da nossa cena com toda a certeza. Com uma nova formação desde o ano passado: Fernando “Joey” Mira (vocal), Claudio Augusto Francisco (bateria), Cleber Alexandre Francisco (Guitarra), Juliano Bianchi (Guitarra) e Marcelo Miranda (Baixo), continuam a batalhar pelo legado de um dos ícones do rock São chicano. Viga longa a Kid Natasha! Por Paulo Reis.

[Grito Coletivo]  Ano de formação da banda?
[Kid Natasha]  R: 2004

[Grito Coletivo]  A Kid Natasha sempre foi conhecida no cenário por ser a única banda da segunda geração, depois da primeira geração nos anos 80, que fazem o Punk Rock em São Chico. Como é representar e carregar esta bandeira?
[Kid Natasha] R: Não pensamos nisso como um peso, mas sim como um exemplo para que outras bandas possam se identificar e não se deixar levar por rótulos e estilos passageiros. Só se faz algo bem feito quando se acredita no que faz.

[Grito Coletivo]  A banda passou por algumas mudanças de integrantes durantes os últimos anos. Estas mudanças mudaram o estilo de som da banda ou ainda fazem o Punk Rock?
[Kid Natasha] R: Sem duvidas, cada integrante que entra traz seu próprio estilo, o que agrega na sonoridade da banda, talvez um pouco mais pesada nos dias de hoje, mas a essência continua a mesma, sem rótulos. Criou-se essa imagem de Kid Natasha como banda punk por tocarmos bastante Ramones desde o início, mas nosso repertório é bem abrangente, gostamos de dizer que tocamos rock n’ roll.

[Grito Coletivo]  O Fernando Velho, baixista e vocalista, era uma das figuras mais conhecidas da banda. A saída dele mudou muito o som de vocês?
[Kid Natasha] R: Apesar de não ser um dos membros fundadores da banda, o Fernando Velho tem um estilo único, tanto em personalidade quanto em musicalidade. Ele sempre ajudou bastante nas composições. Porém, os compositores mais ativos sempre foram o Joey, o Rodrigo e o Claudio, eu diria que mudou sim, mas de uma maneira positiva.  O Marcelo é um excelente músico, agregou sua experiência e musicalidade sem mudar a característica da banda.

[Grito Coletivo]  Hoje em dia existe bastante espaço para bandas de Punk?
[Kid Natasha] R: Nosso repertório é bem diversificado, temos desde punk, rock n’ roll até umas pitadas de metal no repertório, acredito que a cena não é muito favorável pra nenhuma banda de rock, mas parece que, com a união de algumas bandas da cidade, e o pessoal que sempre batalhou pela cena local, isso tende a melhorar.

[Grito Coletivo]  E para tocar autoral em São Chico, existe espaço?
[Kid Natasha] R: Nosso som autoral sempre teve uma boa aceitação em São Chico, porém nunca teve espaço por parte dos contratantes. Desde o início, tocamos por teimosia. Volto a reforçar que, com a união dessa galera que quer ver a cena local crescer, possamos levar o som autoral das bandas daqui, pra outras cidades e quem sabe pra outros estados.

[Grito Coletivo]  Você sempre esteve muito conectado e ativo nos principais movimentos musicais da cidade, continua engajado e qual a importância deste envolvimento do músico com a gestão?
[Kid Natasha] R: Sim, prezamos muito por esses movimentos, talvez não tanto quanto queríamos, por falta de tempo, não por falta de vontade. Sabemos que se não por nós músicos, ninguém mais estaria tentando algo pela nossa cultura.

[Grito Coletivo]  Atualmente você e mais duas bandas estão formando um grupo/comitê para unir e articular com as bandas da cidade. Como funciona?
[Kid Natasha] R: Melhor o Marcelo responder, ele que está mais atualizado com esse movimento.

[Grito Coletivo]  Analisando desde o inicio da carreira de vocês as coisas ficaram mais fáceis desde lá?
[Kid Natasha] R: Nunca fica fácil. Talvez com a maturidade que a idade nos traz, nós aprendemos a lidar melhor com as dificuldades, mas fácil nunca fica. Talvez seja isso que nos mantenha sempre motivados a continuar.

[Grito Coletivo]  E o processo criativo de vocês mudou muito?
[Kid Natasha] R: Desde o início o processo é quase sempre o mesmo, cada um traz alguns riffs para o ensaio. Geralmente o Joey sempre tem alguma letra pronta, vamos juntando, moldando e modificando até achar o som que se encaixe no que procuramos no momento.

[Grito Coletivo]  Na visão de vocês, qual o maior problema na cena musical daqui?
[Kid Natasha] R: A falta de união e uma certa “rivalidade” entre alguns músicos. Não são todos, mas infelizmente tem.

[Grito Coletivo]  Qual a maior eficiência e a maior deficiência da música São Chicana?
[Kid Natasha] R: Acredito que a maior eficiência seja a criatividade. Todas as bandas locais, independente do estilo, estão lançando ótimos materiais, tanto em áudio como em vídeo. Temos também a parceria do Kelwin do 2K estúdio que supriu essa lacuna que faltava na cidade. A deficiência é a falta de apoio e incentivo cultural. Se não fosse pela união e esforço das próprias bandas, nada do que está sendo feito seria possível.

[Grito Coletivo]  Estão em estúdio atualmente?
[Kid Natasha] R: Atualmente estamos compondo novas músicas e ensaiando bastante pra ampliar o repertório.

[Grito Coletivo]  O que podemos esperar da Kid Natasha nesta nova formação?
[Kid Natasha] R: Não queremos mudar nada da essência da banda. O que podemos prometer é o mesmo empenho e entusiasmo de sempre e novas musicas autorais pra galera curtir.

[Grito Coletivo]  Quais os objetivos para 2016?
[Kid Natasha] R: Além de novas composições e reformulação no repertório, estamos estudando algumas possibilidades para começar alguns projetos audiovisuais. Por enquanto não temos nada muito sólido ainda, mas certamente assim que tivermos todos os detalhes, iremos divulgar pra galera.

Ps: Gostaríamos de agradecer o Paulo Reis e o Grito Coletivo pela oportunidade e o espaço, para que as pessoas simpatizantes do rock, possam conhecer um pouco mais das bandas e artistas de São Chico. 


Contatos:

sábado, 5 de março de 2016

Davi Winter e as Mozart'Anas

Na minha opinião o melhor músico da cidade. Davi Winter é um artista e um pensador nato. Toca muito diversos instrumentos e compõe e domina a linguagem dos instrumentos que toca com uma profundidade absurda. Vive com firmeza sua filosofia de vida e assim vai seguindo por estes 15 anos de carreira. Com passagens marcantes por diversas bandas, ele ainda arruma tempo pra ser um bom ator, como o clipe Chronos, da banda Thrash Avenger, pode provar. Um dos artistas que eu mais aguardo e desejo ver as composições gravadas. Por Paulo Reis.

[Grito Coletivo] Que ano iniciou sua carreira? 
[Davi Winter] Profissional acho que por volta de 1999 - 2000. Depois, resolvi por assim dizer, assumir uma postura de músico; toquei com algumas bandas e hoje sigo um rumo musical totalmente diferente. 

[Grito Coletivo] Como foi que iniciou na música?
[Davi Winter] Meu primeiro contato com um instrumento foi em 1995, acho que eu tinha apenas 11 anos. Foi, então, quando vi o Marcos tocando violão num bar; era próximo à casa onde eu residia, localizava-se próximo à Ponte da Pedreira, achava brilhante, e continuo achando brilhante os acordes que ele faz. Tempos depois, conheci um rapaz chamado Fernando Gato, um gênio musical de talento notável, foi quando vi, ouvi e percebi, que música era algo que eu realmente gostaria muito de fazer. O falecido Jeorge Leipnitz (Cadorna) um senhor muito querido e gente boa, me ensinou os primeiros acordes e dedilhados, no começo achei difícil e pensei em abandonar a música. Àquele mesmo ano, alguns meses depois numa tarde que eu não tinha nada para fazer, resolvi pegar o violão por conta e tocar.




[Grito Coletivo] Está tocando em alguma banda atualmente? 
[Davi Winter] Não chamaria banda mas, estamos montado um "projeto" Samba, Jazz, Reggae, Rock e Soul. O nome do grupo a princípio chama-se Ynamaré.

[Grito Coletivo] Quais as principais influencias para a sua música? 
[Davi Winter] As influências são muitas, na verdade, sempre estou conhecendo o "novo velho"! Há pouco tempo tenho escutado muito Almir Sater, um ótimo e brilhante músico brasileiro bem como, tenho ouvido muito Vila Lobos e Mozart.

[Grito Coletivo] Na última vez que conversamos vocês estava trabalhando na parte final das Mozart'Anas, em que pé está? 
[Davi Winter] Hahahahaha, quando achei que estavam quase prontas as minhas 9 Mozart'Anas, de repente um raio partiu minhas idéias em mil pedaços e atualmente apenas 3 delas estão legitimamente prontas.

[Grito Coletivo] Pretende produzi-las em estúdio? Caso sim, conte quando, onde e como. Caso não, o porque? 
[Davi Winter] Pretendo sim, aliás acho que em alguns meses dou inicio as gravações. O estúdio logicamente será o 2K aqui da cidade, vejo o Kelwin como uma peça chave tanto para as gravações como pela iniciativa dele de montar o estúdio.

[Grito Coletivo] Como enxerga o campo para a música instrumental/erudita na cidade? 
[Davi Winter] Não vejo campo, muito menos futuro tanto para a música instrumental bem como erudita. Os tche tcherere tche tches do cotidiano contribuíram muito para isso. Porém, é-se sabido que, uns poucos (diria no máximo dos máximos) 30 pessoas, talvez tenham uma certa admiração pelos respectivos estilos citados há pouco. A vantagem é que, querendo ou não, há uma "classe mais seleta" onde poucos se identificam e interagem com conceitos e "idéias" novas. É mister por minha parte fazer apologia à música "queda" do álbum "Os covardes não vão para o céu" que, vejo como uma obra sublime no barroco e faço questão de contempla-la e admira-la assim com admiro as obras barrocas de Bach.

[Grito Coletivo] Você acha importante o músico participar do trabalho extracampo e atuar nos movimentos musicais da sua cena? 
[Davi Winter] Essa é uma questão muito delicada, é caminhar num terreno inseguro e, muitas vezes até sem o conceito de unidade entre os músicos. Acho a idéia muito boa e a mais correta mas, a iniciativa não pode partir de um pequeno número de pessoas, muitas outras devem se envolver com: carinho, vontade e fé, para fazer com que uma grande idéia se faça florescer e produzir seus frutos. 

[Grito Coletivo] Você faz parte da geração de bandas/artistas que começaram a tocar no ano 2000, as coisas ficaram mais fáceis desde lá? 

[Davi Winter] Não sei responder ao certo mas, creio que para alguns sim e outros (a maioria) não. Querendo ou não, quem tem "influência de terceiros" tem mais acesso e vantagens para expor seu trabalho em público.

[Grito Coletivo] Qual a maior eficiência e a maior deficiência da música São Chicana? 
[Davi Winter] Essa é bem simples! Prós: Ajuda na questão sócio-cultural e formação de ideais, postura política (me refiro ao termo se tornar uma pessoa política e talvez até ativista) e tem moldado muito essa nova leva de jovens. Contras: Se qualquer pessoa ver o filme Amadeus, e compreender o desgaste que foi a vida de Mozart, vai compreender o que é ser músico em São Chico.

Davi no set de filmagem do clipe Chronos.
[Grito Coletivo] Você participou como personagem principal de um clipe da banda Thrash Avenger, como foi este trabalho? 
[Davi Winter] Foi muito divertido, se eu fiz um papel bom eu não posso dizer, cada uma que faça seu julgamento mas, a experiência foi muito boa e engraçada (gravações).

[Grito Coletivo] Foi difícil? 
[Davi Winter] Não, na verdade foi cansativo e "cranialmente" traumatizante! 

[Grito Coletivo] Atuaria de novo? 
[Davi Winter] Obviamente. A parte mais legal de trabalhar com isso, se for observar bem, é fazer algo grande com pouco; se divertir e aprender!

[Grito Coletivo] Quais os objetivos para 2016? 
[Davi Winter] Tentar terminar minhas músicas e, se tudo der certo, comemorar meu primeiro disco solo com muito vinho tinto seco!

Logo abaixo vocês pode assistir o vídeo da música "Chuvas de fevereiro" e o clipe Chronos onde Davi foi o ator principal.




quinta-feira, 3 de março de 2016

Daniela Nunes: multicultural

Daniela Nunes é uma daquelas guerreiras que vão fundo nos seus sonhos. Muito comprometida com a cultura do município, foi com esta filosofia que ela realizou nos últimos anos os projetos mais importantes da cultura São Chicana. Dona do Dunas Arte Bar, único e fundamental palco para bandas autorais da cidade e organizadora do Festival Não vai ter Coca, o maior da cidade, ela vem dando novos rumos a cena. Por Paulo Reis.

[Grito Coletivo] Qual a história do Festival Não vai ter coca? 
[Daniela Nunes] R. O Festival Não Vai Ter Coca começou com a vontade de 3 amigos de se unirem para criar um festival de música, arte, oficinas e intervenções artísticas durante o Feriadão de corpus christi no ano de 2014. Essa vontade de criar esse festival ficou muito grande porque naquela época somente se falava sobre copa do mundo. Então o Emilio Monteiro, o Marlon Miranda e o Marcel Abe se reuniram e com 3 cabeças pensantes em um momento de alegria juntaram várias situações que estavam acontecendo. Na época a empresa coca-cola esteve nas mídias por um escândalo de terem encontrado um RATO em uma garrafa pet , ai ligando a situação de que eles queriam criar um ambiente que fosse fugir as loucuras da copa do mundo. Os meninos optaram em não vender coca-cola no evento porque a coca cola também era patrocinadora da copa do mundo, e resolveram colocar o nome do FESTIVAL de NÃO VAI TER COCA e usar um ratinho como símbolo da arte de divulgação. A primeira edição aconteceu no ano de 2014 em Brusque-SC, bem na época das comemorações da copa do mundo. A segunda edição, que foi no ano passado foi resolvido entre o Marlon Miranda e o Marcel Abe que o FESTIVAL seria sediado pela cidade de São Francisco do Sul e o evento aconteceu lindamente em são chico. Tivemos cerca de 850 pessoas durante os 4 dias de festival, 22 bandas e 19 oficinas. Tudo isso em um sitio lindo em meio a natureza e a 2 quilômetros da praia de Ubatuba e Itaguaçu. Após o termino da segunda edição do festival foi feito uma reformulação da organização do FESTIVAL. Atualmente são 4 organizadores: Daniela Nunes, Marcel Abe, Joao Paulo Carvalho e Dorli Ullrich Abe.

Daniela Nunes (direita) com Jack Doung (centro)
[Grito Coletivo] Este será o primeiro ano que você assumirá totalmente a organização do festival, como se sente?
[Daniela Nunes] Bom, começamos explicando a minha entrada para a organização do FESTIVAL NÃO VAI TER COCA, no ano passado, ano de 2015. O Marlon Miranda veio a mim pedir uma ajuda em algumas coisas que ele estava precisando e no decorrer dos dias fui mostrando a minha ajuda e vontade de poder estar junto dessa organização. No termino do evento e com muitos pontos positivos que o evento alcançou no ano de 2015, eu fui convidada a fazer parte do corpo de organização do FESTIVAL. Me sinto desafiada e também muito feliz por trazer um evento desse nível de performances artísticas, apresentações de grupos folclóricos, apresentações de banda de renome em festivais de grande porte e também poder oferecer para São Francisco do Sul um evento desse nível CULTURAL. Estamos abrindo espaço para bandas de música autoral e consecutivamente incentivamos essa galera a não parar com os seus sonhos de levar a boa música e a disseminação da arte para os quatros cantos do mundo.

[Grito Coletivo] A gente vem interagindo com os artistas e público e é quase unanime a sensação de que o NVTC é o maior festival que a cidade já teve, você concorda?
[Daniela Nunes] R. Acredito que sim, por se tratar de um evento inteiramente independente sem nenhum tipo de patrocinador e com a variação de arte cultural.

[Grito Coletivo] O que torna o festival tão especial?
[Daniela Nunes] R. O Festival se torna muito especial ao meu ver, por sua atmosfera mágica. Porque durante os 4 dias de evento proporcionamos uns aos outros uma atmosfera psicodélica cheia muito amor. Em cada toque, cada click das câmeras super poderosas que vão chegando com seus fotógrafos muito fodas que ajudam muito com a sua arte porque é através da suas visões e experiências que as outras pessoas vão sentir a se emocionar com um evento feito inteiramente por pessoas que querem movimentar a cena da arte no nosso país. Se torna mais especial ainda por querer divulgar a arte de pessoas que estão nos bastidores da vida, dando a oportunidade de artistas nunca vistos por um grande público se apresentarem e mostrarem o quanto é valioso seu dom artístico. Mais especial ainda porque o FESTIVAL NÃO VAI TER COCA é um pequeno festival, mas de contra partida estamos super empenhados em divulgar a arte de todas as formas  e  também nos preocupamos com a questão de consciência ambiental. O Festival acontece em um lindo sitio em São Francisco do Sul, sitio esse do seu Gilberto e da dona Ledir, um sitio com um SAMBAQUI de mais de 5mil anos, um lugar incrível em meio a natureza, com animais, lagos, mato, amor, carinho e muita dedicação.  Todo lixo que será produzido durante o festival será devidamente selecionado e separado através de lixeiras identificadas para que o nosso lixo vá para uma empresa de reciclagem e possa render uma graninha pra alguém além de nós. Todo lixo orgânico produzido durante o evento será selecionado e criaremos uma composteira para poder ensinar as pessoas que tem esse interesse de conhecer como funciona pra produzir uma composteira no quintal da sua casa. Assim vamos deixar um adubo prontinho para os donos do sitio colocarem lá na horta. Por isso te digo que este FESTIVAL é muito especial.

Dani recepcionando público no NVTC 2015
[Grito Coletivo] Porque o festival é tão importante para a cena local?
[Daniela Nunes] R. Trazendo a missão de divulgar a arte e cultural regional num âmbito geral. Acreditamos que nossa ideia de criar um evento onde estamos abrindo um espaço nunca aberto aqui pela nossa cidade. Pois nossa meta é criar um evento onde durante 4 dias o público possa absorver o máximo de arte e cultura. Acredito que aqui por nossa região há muito poucos eventos neste nível, sendo que não temos apoio governamental e nem mesmo de empresas ou particulares. Dessa forma o evento se torna muito especial em se firmar pelo segundo ano em SÃO FRANCISCO DO SUL. Vamos ter contadores de história, malabares, músicos solo, bandas autorais, apresentações de grupos de danças folclóricos, bandas renomadas em festivais nacionais, oficinas de arte, oficinas de artesanato, palestras, teatros, artes em fotografia, pintores, dançarinos, palhaços, artesões e por ai vai. Uma infinidade de artistas todos juntos em meio a natureza durante 4 dias e tudo acontecendo durante 24 horas.  Se torna muito especial para nossa região, abrindo um pouco mais o leque de oportunidades para os artistas locais e regionais para se apresentarem para pessoas do Brasil inteiro.  Assim com o passar do tempo mais e mais eventos desse nível vão surgindo e automaticamente a cena local vai se enriquecendo.

[Grito Coletivo] Como vê a participação das bandas locais no evento?
[Daniela Nunes] R. Acabamos de abrir as inscrições para as bandas que querem mostrar seu trabalho vai do dia 19 de Fevereiro até o dia 13 de Março de 2016. Acredito que teremos muitas bandas da nossa região escritas, queremos sim dar a oportunidade do nosso povo mostrar o seu talento.  Um exemplo lindo a ser lembrado do ano passado foi da banda PÉ DE BRUXA, eles são ótimos e não estavam com um projeto autoral completo ai vieram se apresentar no edição do ano passado do festival, pós festival a banda se sentiu estimulada ainda mais com o apoio do público durante a apresentação deles no festival e esse ano acredito que eles voltam ao festival com uma linda apresentação totalmente autoral. Então como essa banda acredito que muito outras também se sentiram estimuladas a ensaiar a se dedicar em prol de um evento tão magico e que também vai trazer muitas experiências musicais e também existe amplas possibilidades de se surgir outras bandas com essa troca de experiências.

[Grito Coletivo] Além da organização do festival você é responsável pela gerencia do Dunas Arte Bar, responsável por  grande parte da movimentação da cena musical local, como é estar gerenciando as duas mais importantes frentes gestoras da cena São Chicana?
[Daniela Nunes] R. Sobre o DUNAS arte bar, montamos um bar todo estilo alternativo para poder usar como casa de show e também ajudar a abrir a cena musical com as bandas locais, mas devida a esta crise que o nosso país está enfrentando tivemos que fechar as portas e aguardar mais algum tempo para que esse sonho se torne realidade.

Dunas Arte Bar em noite de casa cheia.
[Grito Coletivo] Quais as bandas já confirmadas para a 3ª edição?
[Daniela Nunes] R. Para a edição a banda CONFRARIA DA COSTA, rock pirata, banda que traz consigo um baita apresentação com trajes diferenciados e um show muito dinâmico e divertido. A outra banda é a PIGS & DIAMONDS  banda essa que faz tributo a PINK FLOYD trazendo consigo o melhor do PINK FLOYD. Outra banda é SOPRO CÓSMICO. E olha que noticia linda, essa banda acabou de tocar no maior festival alternativo do Brasil o PSICODALIA e agora fazem parte do corpo de bandas. Outra também confirmada é a APICULTORES CLANDESTINOS. Esses caras são simplesmente demais e aquele mel de garrafinha que eles trazem é uma delícia e eles também se apresentam no PSICODALIA 2016. Teremos a linda apresentação do FILIPE BURGONOVO com seu violão magico que nos permite ouvir todos só seus sentimentos expresso em melodias. Confirmada também a banda HARVAU, banda de 3 amigos formada em SÃO CHICO. Trazem consigo a levada do rock n roll.  Até o momento são as bandas confirmadas.

[Grito Coletivo] Antes do Festival e do Dunas você já vinha fazendo parte da cena gestora de cultura da cidade provento outros encontros artísticos e articulando o intercambio de artistas. Depois destas experiências é possível identificar o principal problema e um caminho para uma maior eficiência da música São Chicana?
[Daniela Nunes] R. Bom melhorar nossa linda cidade deve melhorar em todas as áreas, SÃO FRANCISCO DO SUL tem 512 anos de história e não tem se quer uma LEI DE INCENTIVO A CULTURA. Precisamos ser vistos!  Essa cidade tem um potencial enorme, cidade história com um povo super acolhedor e trabalhador. Uma cidade com um dos portos com mais movimento de carga do estado. Em nossa cidade temos várias bandas de música autoral e covers, grupos de danças, grupos folclóricos, grupos de teatro, compositores e muitos mais. Existe um verba destinada a aplicação na disseminação da cultura no país e nós não conseguimos nada por não ter essa lei em nosso Município. Me pergunto porque será? Sou esposa de um compositor EDSON BERNSTORFF, musico e compositor, entrei neste mundo de arte, música e cultura a 8 anos e gostaria muito de ver uma cena cultural mais desenvolvida na nossa cidade.  Um artista apoiando o outro, acredito que com o movimento que o festival vai trazer pra cidade algumas parcerias surgiram.

[Grito Coletivo] Quais os objetivos para 2016?
[Daniela Nunes] R. Nem sei direito rsrsrs. Na verdade minhas metas esse ano são conquistar o máximo de paz possível, viver um dia de cada vez, respeitando o meu próximo fazendo o que puder para disseminar arte e cultura aqui em nossa região. Me envolver o máximo com arte. Trabalhar bastante, curtir alguns festivais durante essa ano, buscar mais informações importantes para conseguir ter um evento muito lindo e magico como o festival não vai ter coca. Criar e organizar um festival juntamente de amigos queridos um evento voltado para o público lgbt evento esse que será em SÃO PAULO. E o futuro só que sabe é Jah  J

Abaixo você pode conferir um documentário feito logo após a edição de 2015. 


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terça-feira, 1 de março de 2016

Thrash Avenger: Chronos

Retomando o projeto depois de um hiato, a Thrash Avenger, formada em 2009, é uma daquelas bandas que sabem bem o que querem. Em 2013 a banda fez história elevando o nível das produções musicais na cena São Chicana. É uma daquelas bandas que não esperaram por ninguém e investiram forte em seus projetos. Além disso, outro legado importantíssimo, é que William Goulart (vocalista/guitarra) me ensinou que é possível sim, músicos de diferentes estilos trabalharem juntos e com sucesso. Na nova fase da banda ele vai nos contar um pouco da história e dos rumos da Thrash Avenger. Por Paulo Reis.

[Grito Coletivo] Quem são os integrantes?
[Thrash Avenger] Jonathan Cabelo (Baixo), Cristiano Bodão (Bateria), Marlon Lorde(Guitarra), William Coca (Guitarra e vocal).

[Grito Coletivo] Que som vocês vem fazendo?
[Thrash Avenger] Thrash Metal com uma pegada heavy.

[Grito Coletivo] Quais as influências para o som de vocês?
[Thrash Avenger] Ozzy, Kreator, Black Label Society entre outros do Thrash e Heavy.

[Grito Coletivo] Em 2013 vocês foram além de primeira banda da geração 2K, os primeiros a prensarem um disco em muito tempo na cena local, como veem isso?
[Thrash Avenger] Vejo isso como uma evolução para cena local, acabamos incentivando outras bandas também, trazendo  profissionalismo a cena.

[Grito Coletivo] Além disso vocês lançaram um videoclipe que elevou bastante o nível deste tipo de produção na cena local, fale um pouco disso?
[Thrash Avenger] A gravação do videoclipe foi um grande salto, descobrimos o quanto podemos ir longe. Quando se trabalha com dedicação e seriedade.

[Grito Coletivo] Depois da experiência de lançar material prensado e videoclipe, no próximo trabalho vocês pretendem repetir a receita? 
[Thrash Avenger] Com certeza e dessa vez iremos mais longe, com confecção de camisetas, bandeiras, prensagem de CD , gravações ao vivo e videoclipes.

[Grito Coletivo] Quem da primeira formação ainda permanece na atual?
[Thrash Avenger] Isso na verdade é um grande rolo (risos), pois passou tanta gente na banda que eu acabei me perdendo. Houve outra primeira formação, mas levo em consideração como primeira a que temos registro, no caso essa última. Então pensando assim, ninguém da primeira formação irá fazer parte da atual.

[Grito Coletivo] Elementos como dois vocalistas e o vocal gutural ainda permanecem nesta nova fase?
[Thrash Avenger] Ainda estamos discutindo essa possibilidade, nada certo até o momento. Apenas o vocal será gutural agora.

[Grito Coletivo] Esta mudança na formação vai mudar muito a sonoridade da banda?
[Thrash Avenger] Sim, o som vai ficar bem mais agressivo e vai perder um pouco do Heavy Metal.

[Grito Coletivo] O que podemos esperar do som da Thrash Avenger na formação atual?
[Thrash Avenger] Muita pancadaria (risos), som de qualidade , riffs pesados ao extremo e ritmos eufóricos pra ninguém ficar parado.
[Grito Coletivo] Vocês sempre estiveram muito conectados e ativos nos principais movimentos musicais da cidade, continuam engajados e qual a importância deste envolvimento do músico com a produção?

[Grito Coletivo] Qual a principal mudança na cena local desde o início de vocês em 2009? As coisas ficaram mais fáceis desde lá? 
[Thrash Avenger] O Surgimento de estúdio de gravação aqui na cidade e outros profissionais áudios e visuais.
Sim, hoje em dia está muito fácil gravar um CD, videoclipe com profissionalismo mas ainda há a dificuldade de encontrar lugares para conseguir se apresentar e ainda ganhar um dinheiro. 

[Grito Coletivo] Qual a maior deficiência e a maior eficiência da música São Chicana?
[Thrash Avenger] Falta de interesse do próprio pessoal da cena, Os poucos que tem interesse fazem valer a pena.

[Grito Coletivo] Quais os objetivos para 2016?
Thrash Avenger] Voltar com toda força e mostrar para que Thrash Avenger veio.



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